Quero começar a investir. Por onde iniciar?

Quero começar a investir. Por onde iniciar?

Quero começar a investir. Por onde iniciar?

Quero começar a investir. Por onde iniciar?

Uma das dúvidas mais comuns quando o assunto é investimento, é saber por onde começar a investir, como escolher o destino do dinheiro e a melhor aplicação. Essa dúvida não se restringe a quem está começando, engloba também, pessoas que já investem e fazem aplicações recorrentes.

Neste artigo, iremos apresentar o nosso ponto de vista sobre uma maneira de começar a investir, com o objetivo de ajudar você a  investir de forma mais consciente. 

Os produtos de investimentos citados são para fins educacionais, não representando recomendação de investimento.

Investimentos são para o longo prazo

É comum achar pessoas que pensam que realizar investimentos é uma maneira de ficar rico e garantir uma aposentadoria mais cedo.

Ou então, que investir é um jogo de sorte.

Mas, o que, é investir?

Para nós, investir é trocar uma parcela de suas economias hoje, por uma peça de um quebra-cabeça que representará o seu futuro. É preciso disciplina e foco. Quanto mais peças você tiver, mais completo ficará o seu futuro!

Aproveitando a analogia…

Quando você era criança, costumava a montar quebra-cabeças?! Se sim, como você aprendeu a fazer isso?

Provavelmente te ensinaram a olhar a figura completa para saber como deveria ficar no final.

Uma dica para começar a montar, seria começar pelas  peças que possuíam as bordas. 

Agora, imagine que o seu futuro será representado por um quebra-cabeças. Mas, daqueles de mil peças!

Aquele em que você vai precisar de um espaço dedicado para montar, aquele que você não vai deixar ninguém tocar e que pode levar algum tempo até que fique pronto.

A imagem que ficará pronta?! O seu futuro, da maneira que você quiser!!!!

Se você quiser ter essa transformação financeira e o futuro que desejar, precisará sim ter foco e começar a investir pelo caminho mais simples. 

As peças do quebra-cabeças que representam as bordas, aquelas que são as primeiras a serem montadas, representam os primeiros investimentos que você terá que fazer.

Se preocupe primeiro em garantir um fundo caixa, ou, um colchão financeiro como dizem por aí!

Por isso, acreditamos que investimentos são para longo prazo. O tempo é o melhor remédio.

 

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Por onde começar a investir: Fundo Caixa

O fundo caixa deve ser a primeira etapa da construção da sua carteira de investimentos.

Nele, irá conter o valor necessário para cobrir gastos emergenciais ou básicos, se ocorrer um evento inesperado.

Alguns chamam de fundo de emergência. Eu, particularmente, não gosto desse nome. 

Acredito que a nossa linguagem e filosofia de investimentos, pode afetar a maneira como pensamos e consequentemente nossas atitudes.

Quero dizer que, se você possuir um fundo de emergência, é muito provável que irá usar esses recursos para custear coisas que nem são tão emergenciais e que poderiam ser deixados para momentos mais oportunos.

Um fundo caixa pode ser usado para gastos emergenciais e também para outras oportunidades de investimentos caso você tenha acumulado dinheiro suficiente para aplicar em outros tipos de investimentos. Por isso, é bom começar a investir nele!

Importante! Caso haja necessidade de uso desse dinheiro para gastos básicos ou emergenciais, tenha em mente que será preciso rever essa situação para restabelecer a renda necessária para o seu estilo de vida. O uso do fundo caixa é temporário e precisa ser reposto se for usado.

O que levar em consideração para começar a investir e montar o fundo caixa?

É importante você classificar o que seriam situações imprevistas, se possui garantias e quais são suas fontes de renda.

Por exemplo, caso você considere como imprevisto a possibilidade de perder o emprego e deseja manter um fundo caixa para cobrir suas despesas enquanto procura um novo recomeço, pode considerar o saldo do FGTS, rescisão trabalhista, seguro desemprego etc, como garantia. 

Ter garantias, significa que possui recursos financeiros a serem usado antes de começar a usar o seu fundo caixa. Dessa maneira, poderá ter um fundo maior ou menor, de acordo com a sua realidade. Quanto maior suas garantias forem, menor poderá ser o seu fundo caixa.

Exemplos de garantias: FGTS, seguro desemprego, rescisão trabalhista, indenizações, seguros (de vida, carro etc), fonte de renda extra etc.

Após classificar o que seriam eventos inesperados e suas garantias, é preciso fazer uma análise do seu custo de vida. É importante saber os gastos básicos como moradia, alimentação, plano de saúde e qualquer outro gasto que seja essencial para viver. 

Gastos que podem ser cortados do orçamento em caso de necessidade devem ser excluídos. 

Quanto devo juntar no fundo caixa?

Mais do que as outras questões, o valor correto para ter nesse tipo de investimento varia de acordo com o seu momento de vida. Não existe um número correto, quanto mais você conseguir juntar, mais rápido irá constituir o seu fundo caixa e poderá partir para investimentos que ofereçam maior rentabilidade e de mais longo prazo.

Para começar, você pode juntar 10% da sua renda e aumentar/diminuir de acordo com sua capacidade de poupar.

O ideal, é que consiga equilibrar o valor a ser poupado com os seus gastos sem que seja necessário abrir mão de gastos corriqueiros. Mas, caso seja necessário, faça cortes em gastos supérfluos.

Resumindo:

O saldo de um fundo caixa deve ser o suficiente para cobrir suas despesas básicas em caso de um evento inesperado. O uso desse recurso deve ser temporário e reconstituído assim que sua vida estabilizar novamente.

Além de ter uma ideia do que seria um evento inesperado, é preciso traçar uma rota para sair dessa situação. Em outras palavras, é preciso saber com antecedência o que fazer para sua vida voltar ao normal.

Ajustando o seu fundo caixa

Como já mencionei, o seu fundo caixa deverá ter tamanho suficiente para cobrir suas despesas básicas pelo tempo que você achar mais confortável. Por exemplo, 6 meses ou 1 ano.

Apesar de sua importância, esse fundo deverá ter um limite.

Depois de acumular um saldo suficiente, você deverá aumentar a sua carteira com investimentos de longo prazo e que proporcionem mais rentabilidade.

Entretanto, após constituir o seu fundo caixa, ele precisa ser reajustado por dois fatores importantes. 

São eles:

Primeiro, as mudanças na sua vida e em segundo, ajustes da inflação.

Caso suas contas básicas aumentem ao longo dos anos, o seu fundo caixa precisará ser reajustado. 

Não pode esquecer que os investimentos também precisam ser reajustados pela inflação, com o objetivo de proteger o poder de compra. Caso não o faça, o saldo do seu fundo caixa estará em risco, poderá representar menos valor na hora de usá-lo.

Possibilidades de investimentos pra fundo caixa

O principal ponto a ser levado em conta é a liquidez*. O fundo caixa é constituído para momentos emergenciais, correto?! Então, o acesso a esse dinheiro precisa ser rápido!

Além de agilidade no resgate, você não pode ter surpresas na variação do saldo aplicado. 

Portanto, investimentos que combinam bem com fundos caixa são Tesouro Selic, Fundos de Renda Fixa com resgate em no máximo 1 dia e CDB’s com resgate diário. Você pode usar apenas uma dessas aplicações ou diversificar em mais de um. Esses investimentos devem render pelo menos 100% do CDI.

Lembrando que a preocupação deve ser em relação ao tempo de resgate e não ao rendimento. 

* Liquidez representa a facilidade de reverter o investimento em dinheiro. Quanto mais líquido for o investimento, mais rápido você terá o dinheiro em mãos. Quanto menos líquido for o investimento, terá que esperar mais tempo.

Conclusão

Independente se você já possui investimentos ou não, deve se preocupar em manter um fundo caixa de acordo com seu custo de vida.

Porque, em caso de necessidade, você deverá ter rápido e fácil acesso a ele. 

Apesar da rentabilidade não ser a primeira preocupação, o rendimento mínimo aceitável deve ser 100% do CDI.

Avalie o que seriam eventos inesperados, seu custo básico de vida e suas garantias.

Avalie, também, se é possível manter um plano de saúde e se faz sentido contratar um seguro. Esses dois itens formam uma bela dupla para blindar o seu patrimônio em caso de problemas de saúde.

Por último, não menos importante, tenha disciplina, foco e paciência!!!

Um grande abraço,

Juntos pela sua liberdade financeira

assinatura autor RDP

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Rafael Dadoorian, CEA®

Rafael Dadoorian, CEA®

Especialista em Investimentos

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